Método
Bullet Journal, como vem sendo usado na língua portuguesa no
Brasil, mas que melhor poderia ser tido como Método Diário de Itens, é o
Bullet Journal Methode ou Bullet Journaling Method, de Ryder
Carroll – o jovem austríaco que criou um método para a organização das tarefas
diárias. Essa organização básica de afazeres segue a ideia do “track the
past, order the presente e design the future”, ou seja, “acompanhe o
passado, organize o presente e planeje o futuro”. Consiste em anotar os afazeres
planejados para o ano, repassados para cada mês e detalhado a cada dia, em
planilhas apartadas: uma para o ano (Annual Log); outra para o mês, (Month
Log) e outras para cada dia, (Day Log). Os afazeres são delineados
em tópicos (itens) com sinais específicos: ponto (.) para tarefas; pequenos círculos
(Ο) para eventos e traços/hifens (-) para notas e, ainda, tais tópicos podem
ser marcados com outros sinais que o autor queira, por exemplo: asterisco (*)
para afazeres importantes etc. ou com outras anotações suplementares, comumente
chamadas de coleções, por exemplo: lista de livros para ler; lista de lugares a
visitar etc.
O
método assemelha-se às antigas agendas da Biblioteca do Exército, dos anos 1970
ou mesmo aos cadernos Organizer, dos anos 1990 ou, ainda, as agendas tipo Redfax, deste século. Distingue-se, entretanto, por
assumir uma forma mais livre não pré-impressa, em que o autor desenha e anota
suas tarefas do dia, recuperado as do passado (não performadas ou que se
repetem de tempos em tempos), organizando o presente e planejando o futuro.
Nesta
Era da Informática, em que somos expostos a uma média de 34 gibabytes de informações
por dia, os aplicativos nos ajudam a manter uma agenda de atividades, entretanto,
ao ser humano, é preciso desenhar uma agenda que seja sensível aos cuidados físicos
e mentais que não se resumem a tarefas do dia a dia lembradas pontualmente pelo
celular ou algo da espécie. O desenho de vinhetas, balões, itens, pontos,
traços, em uma ordem pensada e anotada pelo próprio punho, daria um conforto
emocional e humanizado alheio do informático/computacional.
O livro
de Ryder Carroll, Método Bullet Journal, é a referência para o caso.