Conservador, na política, é aquele que considera como valores importantes a preservação das tradições, a observância dos comportamentos herdados da família, a religião, o respeito às autoridades e aos símbolos. O conservador aceita as leis naturais como fator estabilizador e criador de harmonia. O conservador é, em suma, resistente a mudanças drásticas na sociedade e na economia e avesso à tomada de risco com os destinos da nação. Rejeita experimentos que possam criar algo desconhecido e instável. Prefere reformar sobre alicerces bem fundamentados a destruir as bases convencionais e reconstruir do zero. (Fonte: BRAGANÇA, Luiz Philippe de Orleans e. Por que o Brasil é um país atrasado?. São Paulo: Maquinaria editorial, 2019. p. 128.). É aquele que segue o
Conservadorismo, que nas palavras de Ernesto Araújo, é: “liberdade
individual em equilíbrio com a saúde da comunidade, a Nação acima do Estado (menos
Estado, mais Nação), liberdades fundamentais clássicas (de expressão, de
opinião, de crença, de não ser preso arbitrariamente, direito ao devido
processo legal, direito a escolher seus governantes, direito à vida etc.),
respeito, amor e cuidado pelos seus ancestrais, pelas lutas e sentimentos das
gerações passadas, cuidado e devoção pelas gerações futuras, pelo passado
histórico, pelas tradições, amor à família e à pátria como família estendida,
cultivo de beleza, da coragem, da virtude, pensamento constituído pela busca da
verdade e não pela construção de vantagem política, respeito a língua entendida
como logos, instrumento divino de comunicação, estudo da realidade e expressão
do sentimento, e não como meio de distorcer a realidade, prática ou pelo menos
respeito da religião como veículo da espiritualidade intrínseca ao ser humano,
equilíbrio entre a razão e o sentimento, humildade diante das limitações da
razão humana e percepção de que nem todo conhecimento é racional e nem toda
verdade é científica.” (metapolíticabrasil.com – Por um reset
conservador-liberal)